Procura-se um pai

É Dia dos Pais e, provavelmente, você já parou para pensar no presente ou nas lembranças. O colo, os dias de sorvete e balanço no parque, os ensinamentos e os puxões de orelha. Agora tente imaginar como seria sua vida se não tivesse essas lembranças. Se não tivesse quem abraçar no Dia dos Pais – e em todos os dias. Tente imaginar como seria sua vida se nunca tivesse conhecido seu pai, mas soubesse que há possibilidades de encontra-lo, de abraçar e chamar de pai.

O que você faria?

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Era junho de 1988. Maria do Carmo, a Carminha, estava em frente ao espelho. Os últimos retoques, o sapato e a bolsa. Era dia de festa e estava deslumbrante e feliz. Carminha e os amigos pegaram um barco e seguiram para Iranduba (AM). Era uma noite quente, típica do norte do Brasil, como todas as outras que se arrumava para sair, ela só não sabia que aquela noite mudaria para sempre sua vida.

Foi no barco, a poucos passos de distância que começou a paquerar um rapaz alto, loiro e de olhos claros. Trocaram olhares e, logo tentaram uma conversa, mas Carminha só entendeu: “Kennedy, da Austrália”. Os idiomas diferentes não impediram a troca de carinho. Curtiram a festa e depois se reencontraram. Passaram dias e semanas juntos. O australiano de aproximadamente 25 anos ganhou a viagem de presente do pai. Estava com um grupo de amigos. Conheceram Belém (PA) e depois passaram dois meses em Manaus (AM). Carminha e Kennedy estavam apaixonados, mas amores de verão só duram uma estação e, com o visto prestes a vencer, ele precisou partir. Deixou uma foto e prometeu à Carminha que voltaria.

A princípio, Carminha pensou que ficaria somente com as lembranças, mas logo descobriu que do amor resultou uma gravidez. Abelly Cristyne nasceu e não demorou para começar a perguntar à mãe sobre o pai. Cresceu vendo a foto e nunca perdeu a esperança de um dia encontra-lo. Sempre que via crianças com o pai, a tristeza aparecia e junto um sentimento de esperança de que ele apareceria de surpresa, mas era apenas a luz de um vagalume que enganava a pequena na escura ausência do pai.

Abelly não teve padrasto. A mãe cumpriu o papel de pai também e ganhou o carinhoso apelido de pãe. Sempre que fica triste, olha para a foto e conversa com ela, pode parecer loucura, mas foi a maneira que encontrou de amenizar a falta. Passa horas a imaginar como seria a vida com ele, o abraço e o carinho.

Agora, aos 27 anos, motivada pela esperança de conhecer o pai e pelo vazio que sente, Abelly decidiu arregaçar as mangas e procurar Kennedy. Esteve na Polícia Federal, mas a falta de informações sobre o pai fez com que o órgão recusasse o pedido. Foi então que aderiu às redes sociais e criou a campanha com as hashtags “Procurando Kenndy e Finding Kennedy” para encontrar uma pista do pai. Mesmo sem saber falar inglês, Abelly fez um vídeo para que familiares, amigos e internautas a ajudem encontrar Kennedy. Além da página no facebook, a campanha também é divulgada em eventos em Manaus (AM).

Que tal fazer uma boa ação e tentar ajudar a Abelly encontrar o pai?
Curta a página e compartilhe a campanha.
https://www.facebook.com/procurandokennedy/

Foto Divulgação

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