Um projeto para romper mais fronteiras

Rompendo Mais Fronteiras vai pela água e pelo ar. Espalha esperança e desenvolve talentos. Mais que isso. Ocupa as mãos, a mente, leva conhecimento e dá sentido à vida.

Um projeto que saiu do coração de duas idealizadoras, Karine e Adriana, com o objetivo de oferecer um mundo melhor e plantar sementes de conhecimento e esperança dentro de muitos outros corações pelas fronteiras brasileiras. É uma trabalhosa e gratificante missão que elas seguem com amor e entusiasmo.

Ele nasceu da compaixão. Da vontade de diminuir dificuldades do país. Dos apertos no peito diante daquela gente esquecida. Rompendo Mais Fronteiras nasceu em meio à natureza. Cenário de floresta e rios que contrasta com entraves de um Brasil distante de tudo e difícil, mesmo assim, ganhou força e cresceu. Já arranca inúmeros sorrisos ao começar os primeiros passos, mas ainda vive uma luta diária para sobreviver – a do trabalho voluntário. 
  
Rompendo Mais Fronteiras tem suas raízes em um vilarejo distante das demais cidades brasileiras chamado Cucuí. A cidade mais próxima é também a sede, São Gabriel da Cachoeira (AM). O acesso somente é possível por água e ar. É preciso um dia e meio de barco ou oito horas de lancha. Cucuí é uma comunidade indígena e seu território é tríplice fronteira: Brasil, Venezuela e Colômbia – terra propícia, e necessária, para a atuação do projeto. É lá que fica o Pelotão Especial de Fronteira (PEF), do Exército Brasileiro, e foi aí que tudo começou. 

As idealizadoras e o surgimento do projeto


Elas são filhas de militares, cresceram ouvindo histórias de boi-bumbá e tornaram-se amantes do Amazonas. Ao conhecerem a realidade das comunidades ribeirinhas foram tocadas pelo sentimento de solidariedade e, depois de viverem experiências enriquecedoras com outros projetos descobriram que ajudar é a melhor parte de um ser humano. Karine e Adriana possuem o mesmo sonho: proporcionar mais saúde e educação às pessoas. São amigas e dedicam grande parte de seus dias ao projeto que fundaram juntas, o Rompendo Mais Fronteiras.

Karine (à esquerda) e Adriana (à direita). Foto: Arquivo pessoal

Karine Chacon Brasil tem 28 anos e é graduada em Publicidade e Propaganda.  Mora no Rio de Janeiro. Em 2012, recém casada com um militar, recebeu a noticia que iria morar em Cucuí por dois anos. Foi lá que conheceu o projeto Jovens Guerreiras, de esposas de militares de São Gabriel da Cachoeira. Karine mergulhou no projeto e juntos construíram uma sala de computação e uma barbearia para aplicar cursos profissionalizantes na comunidade. Construíram também um parquinho para as crianças e uma brinquedoteca, onde Karine ministrou aulas de teatro e lúdico educativas.

E mais, a parceria com o Jovens Guerreiras não parou por aí. Conseguiram apoio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM) que ajudou com os certificados e a remuneração dos professores; do Exército Brasileiro com transporte, alimentação e hospedagem dos professores; da Associação de Poupança e Empréstimo (POUPEX) e de outras instituições e empresas que fizeram doações e permitiram a realização de cursos que capacitaram mais de mil pessoas em São Gabriel da Cachoeira e nas comunidades de fronteira.

Em 2015, Karine já havia saído de Cucuí e mesmo morando longe foi convidada por Adriana para uma nova missão: ajudar com um projeto social na área da saúde.

Adriana Villas Boâs é formada em Direito e cursa Psicologia. Mora em Manaus (AM) e, assim como a amiga Karine, dedica boa parte de seu tempo com projetos sociais. A saúde é o que move Adriana. O que enche o coração e arranca sorrisos – não só dela. Em 2015, sensibilizou e conseguiu apoio de familiares, amigos e médicos para operar quinze crianças com lábio leporino e fenda palatal. Karine arrecadou 6 mil reais para ajudá-la no pós cirúrgico. Mais um projeto que deu certo e motivou-as ainda mais a não parar de ajudar. Foi quando chegaram à conclusão que unidas conseguiriam realizar muito mais pelo Amazonas e por outros estados brasileiros. Nascia aí o Rompendo Mais Fronteiras, porque queriam, literalmente, romper mais e mais fronteiras.

Os passos do Rompendo Mais Fronteiras

Rompendo Mais Fronteiras conseguiu os primeiros passou através de divulgação em redes sociais. A página no Facebook atraiu pessoas voluntárias em diferentes pontos do Brasil. Há uma equipe de arrecadações em Brasília. Em Juiz de Fora (MG), o Rompendo Mais Fronteiras criou um grupo que confecciona artesanatos e arrecada verbas para ações feitas na própria cidade. Em São Gabriel da Cachoeira, o projeto conta com uma pessoa que recebe os donativos e encaminha à fronteira para uma equipe de voluntários de Cucuí. 
  
Formado por aproximadamente 60 mulheres espalhadas pelo Brasil, o Rompendo Mais Fronteiras se comunica através do aplicativo WHATSAPP, onde possui mais de 10 grupos, cada um de uma localidade diferente. Foi assim, através de telefone que Karine e Adriana organizaram os primeiros cursos do projeto.

Arrecadar verbas, procurar embarcações, comprar materiais para as aulas, encontrar professores voluntários que se dispusessem viajar de barco e passar um mês na fronteira e organizar as exigências do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM) - responsável pelos cursos. Estas foram algumas das tarefas que Karine e Adriana realizaram, além do “Bazar do Bem” realizado em Manaus no inicio de julho de 2016 para arrecadas verbas para os cursos.

Depois de muito trabalho, a primeira segunda-feira de julho foi de muita alegria para as idealizadoras do projeto e todos que contribuíram. É que as caixas de materiais e os professores voluntários embarcaram com destino à Cucuí. Cursos de manicure, pedicure e técnico de motor de popa são oferecidos a partir desta quinta-feira (7). O objetivo é formar 50 alunos.

Acompanhe e colabore com o Projeto Social Rompendo Mais Fronteiras
Através da página do Facebook: www.facebook.com/rompendomaisfronteiras


Comentários

  1. Obrigada Keila! Belas palavras!

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  2. Conheci o projeto e trabalho das Jovens Guerreiras. É fruto da dedicação que esse projeto tem se desenvolvido exponencialmente. Parabéns pelas obras desenvolvidas! Que estejamos mais presentes, principalmente, nas fronteiras!
    Sucesso nas missões e que Deus continue iluminando o caminho de todos os membros do projeto!
    SELVA!

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