Vida e casa de Eduardo Ribeiro

A casa de cor vermelha e amarela com porão e dois andares poderia ser apenas uma casa, mas não é. Construída no final do século XIX e localizada no Complexo Histórico de Manaus, a construção resgata e preserva a história de um importante transformador da capital amazonense. 

Eduardo Gonçalves Ribeiro saiu do Maranhão, onde nasceu, em 1887 para continuar sua história no Amazonas. O que ele não sabia é que revolucionaria também os capítulos da história do Estado e que seria lembrado e conhecido por toda uma nação. 

Jornalista, engenheiro, capitão do exército e político, Eduardo foi o primeiro governador negro do Amazonas. Construiu importantes obras, como a Ponte de Ferro Benjamin Constant, o Reservatório do Mocó, o Palácio da Justiça e deu continuidade ao levantamento do Teatro Amazonas.

Aos 16 anos fundou o jornal O Pensador, no Maranhão, onde ficou conhecido pelo apelido de Pensador. Seguiu a vida militar e foi transferido para o Amazonas na função de capitão. Continuou colaborando com os jornais maranhenses, entre eles Pacotilha. Foi governador do Amazonas de 1890 a 1896 e morou sozinho naquela casa, a vermelha e amarela com porão e dois andares. Conhecida atualmente como Museu Casa Eduardo Ribeiro, a construção foi também casa do deputado estadual Bretislau de Castro em 1907 e Academia Amazonense de Medicina de 2009 a 2011. 

Em 1890, Eduardo Ribeiro foi encontrado com um mosqueteiro enrolado no pescoço na casa de sítio. Há quem diga que foi suicídio, pois o político era esquizofrênico, mas a hipótese de que tenha sido assasinado não é descartada. 

A Casa Museu Eduardo Ribeiro foi restaurada e, embora sejam réplicas, todos os móveis, bem como piso e paredes estão preservados conforme a época em que o político viveu ali. Alguns objetos, pinturas e piso são originais. 

Vamos abrir a porta e conferir?

    Sala de visitas 

    Sala de visitas 

    Toca discos 

    Gabinete e retrato de Eduardo Ribeiro

    Salão de festas 

    Sala de jantar 

    Tinteiro e moedas 

   Xícaras com detalhes em ouro 

    Quarto de Eduardo Ribeiro 

    Jornais que Eduardo colaborou

    Cadeira (original) em que Eduardo estava sentado quando foi encontrado morto

Fotos: Keila Zanatto 




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