Vida e arte no casulo

Independente do tema representado, uma obra de arte sempre retrata uma vida. Uma vida de diferentes formas, com cores ou interpretações. Ora abstrata, ora em formas redondas, curvilíneas, colorida ou preta e branca, mas cheia de mistérios e incontáveis interpretações.

A obra de arte, assim como a vida, muitas vezes é incompreendida. Nada significa. Mas em tantas outras, é inspiração. Paz. Leveza. Fonte de vida. História de vida. Embora não explícita, uma obra de arte esconde histórias. Esconde o coração de seu artista. E as fases de sua vida. 

Sebastião Paulo do Aragão Oliveira mora em Itajaí, SC. Passou parte de sua vida respirando teatro e poesia, mas a saúde de seu pai fez Seba, apelido conhecido na cidade inteira, renunciar a vida fora de casa e ir cuidar do pai. O teatro e a poesia ficaram de lado para dar espaço para uma nova arte. Veio então, à tona, o artista que adormecia dentro de Sebastião. 


Aos poucos, a casa número 706 ganhou cor. Seba pintou as paredes e alegrou ainda mais a vida do pai cadeirante que passou a acompanhar o talento do filho, e inspira-lo. Pinceladas lentas e minuciosas. Dedos que transpassam sentimentos. Tintas de todas as cores. Para dias de sol e dias cinzentos. Cores para todos os humores. E depois de anos, treze. Treze telas preenchidas com infinitos pensamentos, dores e alegrias. E que agora saem do casulo.

As obras que Seba produziu ao longo de dois anos em seu ateliê vão além da beleza e do talento. Elas expressam o período em que ficou no "Casulo". Sua nova vida pós teatro e poesia. Uma nova fase e um desafio que deram vida à treze obras e uma primeira exposição. Enumeradas de um a treze, Seba comenta que não quis colocar palavras no nome das obras para não "rotular". 

As peças estão expostas e à venda. Custam de 2 a 13 mil. O artista pediu ajuda ao amigo Osmar e para outros artistas para colocar preço nas obras. "Eu não conseguia colocar preço, achava caro". 

 


                Fotos: Keila Zanatto 

A exposição "Casulo" está aberta para visitação até o dia 31 de março, no Hall da Biblioteca da Univali, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h, e aos sábados das 9h às 18h.

Passa lá, aprecie e sinta. 

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