Sensação mágica

Há poucos dias minha sobrinha veio correndo me contar que o Papai Noel levou a cartinha que ela deixou no pinheirinho. O brilho e a alegria dela me transmitiram uma sensação muito boa, igual a que sentíamos na infância e que há tanto tempo eu não sentia. Aquela coisa boa de acreditar em coisas mágicas que a vida adulta nos tirou. Eu não sei você, mas chega dezembro e o que me resta são memórias e saudade.

Sem internet, celulares e vivendo em um mundo menos conectado, chegávamos nos primeiros anos de escola ainda acreditando em Papai Noel. Atualmente, as crianças estão ficando mais adultas e amadurecendo muito antes que nossa geração, consequentemente a identidade do bom velhinho é revelada e a magia vai embora num piscar de olhos.

Por que é que nos fizeram acreditar que Papai Noel não existe? Que ele não vem de trenó, que não entra pela chaminé e não é ele que come as bolachas que, carinhosamente, deixávamos embaixo da árvore? Quero imaginar as renas andando por cima dos morros e nuvens. Quero acordar nas madrugadas de dezembro pensando que já é Natal. Quero enfeitar a árvore e passar o ano esperando por este dia. Eu quero minha imaginação de volta!

Mas, enquanto não devolverem aquela coisa boa de infância eu vou ficar aqui vivendo a sensação transmitida pela minha sobrinha. Ela acabou de ir tomar banho e o Papai Noel bateu na janela e jogou balas. A felicidade e o encantamento dela colocou água nos meus olhos e me causou um arrepio. 

Agora meu desejo é só um: que a vida continue nos dando essas emoções e sensações mágicas e que ninguém nos tire porque são elas que nos mantêm  vivos. São por elas que a vida realmente vale a pena. Feliz Natal.



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